Governador em exercício, Ricardo Couto, promove mudanças internas e exonera núcleo do GSI ligado a Castro
Medida busca enxugar estrutura do gabinete e limitar atuação à segurança do governador; cerca de 3 mil policiais estão fora das funções originais no estado
O governador em exercício do Rio de Janeiro, Ricardo Couto de Castro, exonerou nesta terça-feira (31) os responsáveis pelo Gabinete de Segurança Institucional (GSI). A decisão faz parte de um “choque de gestão” com o objetivo de reduzir as atribuições do órgão, que atualmente ultrapassam a função de proteger o chefe do Executivo.
Instalado no Palácio Guanabara, sede do governo estadual, o GSI se consolidou durante a gestão do ex-governador Cláudio Castro como um dos principais núcleos de assessoramento em segurança pública no estado.
Formado por policiais civis, militares e bombeiros, o gabinete atua na coordenação de drones utilizados pelo governo e na elaboração de dossiês de inteligência com análises estratégicas para subsidiar decisões do governador.
Reestruturação do gabinete
Segundo apuração do g1, a intenção de Ricardo Couto é restringir o GSI à sua atribuição original: a segurança do governador, função que anteriormente era desempenhada pela antiga Casa Militar até o início dos anos 2000.
A estrutura atual é considerada inchada. Com a reformulação, a expectativa é que um número significativo de policiais retorne às suas funções nas polícias Civil e Militar.
Atualmente, cerca de 3 mil agentes estão fora das secretarias de Segurança e das corporações, atuando em diferentes setores da administração estadual.
Exonerações
Entre os nomes exonerados, conforme publicado no Diário Oficial, estão o delegado Edu Guimarães de Souza e os comissários Fernando Cezar Jorge Hakme e José Carlos Pereira Guimarães.
Hakme era considerado um dos mais próximos de Cláudio Castro e participava de reuniões estratégicas do governo ao lado de aliados como Nicola Miccione e Rodrigo Abel.
Lotado no Palácio Guanabara desde a gestão de Sérgio Cabral, Hakme também integrava o Comitê Gestor de Políticas Públicas de Segurança dos Programas de Policiamento de Proximidade, ligado à Casa Civil e criado em 2021. Em 2023, recebeu R$ 882 mil referentes a férias não tiradas.
Outro exonerado foi o coronel Gilmar Tramontini da Silva, que já atuou no Batalhão de Operações Especiais (Bope), no 7º BPM (São Gonçalo) e no próprio GSI. Ele estava no Detran e deve retornar à Polícia Militar.
Nomeação
Para o lugar de Edu Guimarães, foi nomeado o delegado Roberto Lisandro Leão, que em fevereiro deste ano deixou a Corregedoria da Força Municipal, estrutura criada pelo então prefeito Eduardo Paes.




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